Você responde o que só você sabe sobre o seu negócio. A IA escreve o resto. Em uma sessão você sai com a oferta, os anúncios, as mensagens e o calendário dia a dia.
Segunda você acorda decidido a montar a oferta. Abre o documento, escreve três linhas, e trava no desconto, porque cortar preço dói e você não sabe quanto dá pra cortar sem se arrepender depois. Terça o dia come você. Quarta você decide fazer algo simples, manda um story dizendo que vem coisa boa aí, e ninguém responde, porque ninguém foi preparado pra esperar nada.
Quinta você escreve um anúncio às onze da noite, já cansado, e acha ruim. Posta mesmo assim.
Sexta é dia 27. Você publica junto com todo mundo, disputando o feed mais caro do ano com a Amazon.
Sábado passa. Domingo você olha o resultado, faz as contas, e conclui que Black Friday não funciona pro seu tipo de negócio.
Funciona. Só que ela foi decidida em setembro.
Você já sabe que novembro é o mês em que mais gente está disposta a comprar no ano inteiro. Isso não é novidade pra ninguém.
E provavelmente já percebeu que quem só aparece na semana da Black Friday está competindo pela atenção mais cara que existe, contra empresa com orçamento de milhões.
Então a conclusão parece óbvia: campanha boa se decide com antecedência. Todo mundo concorda com isso. Inclusive você, que já concordou com isso no ano passado.
E mesmo assim não foi feito. Não por falta de tempo, e não por falta de vontade.
O que trava é a ordem. Você só escreve o anúncio depois de fechar a oferta. Só fecha a oferta depois de decidir se desconta ou empilha. Só decide isso depois de saber quanto aguenta descontar e quantas pessoas consegue atender. São umas quarenta decisões amarradas uma na outra, e basta emperrar na primeira pra que nenhuma das outras trinta e nove aconteça.
É por isso que a campanha morre em outubro com três linhas escritas.
Não é preguiça, e também não é desorganização.
É a ordem das decisões.
Enquanto ela não existe, você fica olhando pra um documento em branco tentando resolver quarenta coisas ao mesmo tempo, e o cérebro faz o que qualquer cérebro faria, que é ir fazer outra coisa.
Quando a ordem existe, cada pergunta chega sozinha, na hora em que dá pra responder ela.
Você já deve ter tentado. Abriu o ChatGPT e pediu uma campanha de Black Friday.
Ele te devolveu aquele texto redondo, bem escrito, que serve pra academia, pra dentista e pra você, ao mesmo tempo. Porque a IA é excelente respondendo, e péssima decidindo o que perguntar.
Ela não vai te avisar que descontar 50% com a agenda quase cheia enche seu mês do cliente errado. Nem que, se você já deu desconto no ano passado, sua base aprendeu a esperar novembro. Nem que 20 de novembro é feriado e o fim de semana antes da Black Friday é morto.
Quem sabe disso é quem já montou campanha antes. O que faltava era alguém sentar essa experiência em cima da IA, na forma de perguntas na ordem certa.
Uma nutricionista, acompanhamento de três meses a R$ 1.200, agenda quase cheia, nunca tinha dado desconto. A recomendação que saiu:
"Você tem 6 vagas e faz 4 ou 5 vendas por mês. Não falta demanda a ponto de precisar baixar preço, falta motivo pra decidir agora. Descontar aqui enche sua agenda de quem decide por preço, que é exatamente quem abandona o acompanhamento no segundo mês."
No lugar do desconto: bônus de dezembro, começando agora em vez de janeiro, e primeira parcela só em 10 de janeiro. Preço mantido.
O motivo declarado: "abro as últimas 6 vagas de dezembro pra quem quer chegar em janeiro no meio do processo, e não recomeçando pela quarta vez."
Repara no que aconteceu ali: ele desaconselhou o desconto, e explicou com o número dela. É isso que uma IA solta não faz, porque ninguém contou pra ela que capacidade quase cheia muda a resposta.
As dez etapas, na ordem em que as decisões acontecem de verdade. Cada uma já sabe o que você decidiu na anterior, então você nunca explica a mesma coisa duas vezes. No fim, quatro coisas na mão:
O que vai ofertar, por quanto, com qual motivo declarado, e o que fica de fora de propósito. Com o desconto calculado pelo que você aguenta, não pelo que os outros estão fazendo.
Dez anúncios, cada um com um ângulo e um público definido. A sequência de mensagens do aquecimento até quem abriu o checkout e não terminou. Os stories da abertura. O texto da página.
O que oferecer junto, o que oferecer depois, e o que configurar antes de abrir, que é onde a maioria deixa dinheiro na mesa sem perceber.
Com as datas reais de novembro já conferidas, incluindo o feriado que cai bem no meio do aquecimento.
Na segunda-feira, você abre um documento só. Ele diz o que publicar hoje, onde, com qual texto. Você copia, publica e fecha.
Em novembro, seu mês para de depender de improviso. A campanha já está decidida, então o que resta é executar, e executar é a parte fácil.
E em janeiro você não precisa vender com pressa. Que é quando a gente aceita condição que não queria aceitar, dá desconto que não queria dar, e começa o ano correndo atrás de um mês que já passou.
Se você quer que alguém monte e execute por você, não é aqui. O material decide e escreve; quem grava, publica e responde continua sendo você.
E se você ainda não tem nada pra vender, também não. O kit trabalha em cima de uma oferta sua, mesmo que seja um atendimento que você já faz hoje.
Fora isso, funciona igual pra quem tem oitocentos seguidores e pra quem tem cinquenta mil. O que muda é o que ele recomenda.
Uma campanha de Black Friday montada por quem faz isso profissionalmente custa alguns milhares de reais, e leva de uma a duas semanas indo e voltando.
A alternativa gratuita é você, num sábado, com quinze abas abertas, tentando decidir sozinho o que descontar.
R$ 97
Acesso na hora, e o material fica com você durante a campanha inteira.
Quero montar a minhaSai do ar dia 14 de novembro, porque depois disso não dá mais tempo de executar.
Sete dias, incondicional
Faça as duas primeiras etapas, que são as que decidem a oferta. Se você pedir o dinheiro de volta, eu devolvo, e não preciso saber o motivo. Não tem formulário, não tem pergunta, não tem tentativa de te convencer a ficar.
O risco fica comigo, que é onde ele deve ficar quando eu estou pedindo pra você confiar em algo que ainda não viu.
Uma sessão de umas duas horas, se você já sabe o que vende e pra quem. A parte lenta é decidir a oferta, e essa decisão você vai ter que tomar de qualquer jeito. A diferença é tomar agora, com tempo, ou em novembro, com pressa.
Serve pra quem vende conhecimento ou serviço: curso, mentoria, consultoria, acompanhamento, atendimento. A primeira etapa classifica o seu caso e as recomendações mudam a partir dali. Pra loja de produto físico com estoque, não é a ferramenta certa.
Vai acontecer em alguma etapa, e tem linha pronta pra colar quando acontecer, inclusive pra quando a resposta serviria pra qualquer negócio. As travas já barram os vícios de escrita que denunciam texto de máquina.
A Black Friday é daqui a dez semanas e meia.
A parte difícil dela acontece agora.