Operação Black Friday Ver o investimento
Black Friday · 27 de novembro de 2026

As dez decisões que montam uma Black Friday inteira, e por que a primeira delas não tem nada a ver com desconto

Você responde o que só você sabe sobre o seu negócio. A IA escreve o resto. Em uma sessão você sai com a oferta, os anúncios, as mensagens e o calendário dia a dia.

Mesma sequência que eu uso pra montar as campanhas dos meus clientes.

Deixa eu descrever a sua semana do dia 23 de novembro

Segunda você acorda decidido a montar a oferta. Abre o documento, escreve três linhas, e trava no desconto, porque cortar preço dói e você não sabe quanto dá pra cortar sem se arrepender depois. Terça o dia come você. Quarta você decide fazer algo simples, manda um story dizendo que vem coisa boa aí, e ninguém responde, porque ninguém foi preparado pra esperar nada.

Quinta você escreve um anúncio às onze da noite, já cansado, e acha ruim. Posta mesmo assim.

Sexta é dia 27. Você publica junto com todo mundo, disputando o feed mais caro do ano com a Amazon.

Sábado passa. Domingo você olha o resultado, faz as contas, e conclui que Black Friday não funciona pro seu tipo de negócio.

Funciona. Só que ela foi decidida em setembro.

Você já concordou com isso no ano passado

Você já sabe que novembro é o mês em que mais gente está disposta a comprar no ano inteiro. Isso não é novidade pra ninguém.

E provavelmente já percebeu que quem só aparece na semana da Black Friday está competindo pela atenção mais cara que existe, contra empresa com orçamento de milhões.

Então a conclusão parece óbvia: campanha boa se decide com antecedência. Todo mundo concorda com isso. Inclusive você, que já concordou com isso no ano passado.

E mesmo assim não foi feito. Não por falta de tempo, e não por falta de vontade.

O que trava é a ordem. Você só escreve o anúncio depois de fechar a oferta. Só fecha a oferta depois de decidir se desconta ou empilha. Só decide isso depois de saber quanto aguenta descontar e quantas pessoas consegue atender. São umas quarenta decisões amarradas uma na outra, e basta emperrar na primeira pra que nenhuma das outras trinta e nove aconteça.

É por isso que a campanha morre em outubro com três linhas escritas.

O vilão tem nome

Não é preguiça, e também não é desorganização.

É a ordem das decisões.

Enquanto ela não existe, você fica olhando pra um documento em branco tentando resolver quarenta coisas ao mesmo tempo, e o cérebro faz o que qualquer cérebro faria, que é ir fazer outra coisa.

Quando a ordem existe, cada pergunta chega sozinha, na hora em que dá pra responder ela.

E a IA sozinha também não resolve

Você já deve ter tentado. Abriu o ChatGPT e pediu uma campanha de Black Friday.

Ele te devolveu aquele texto redondo, bem escrito, que serve pra academia, pra dentista e pra você, ao mesmo tempo. Porque a IA é excelente respondendo, e péssima decidindo o que perguntar.

Ela não vai te avisar que descontar 50% com a agenda quase cheia enche seu mês do cliente errado. Nem que, se você já deu desconto no ano passado, sua base aprendeu a esperar novembro. Nem que 20 de novembro é feriado e o fim de semana antes da Black Friday é morto.

Quem sabe disso é quem já montou campanha antes. O que faltava era alguém sentar essa experiência em cima da IA, na forma de perguntas na ordem certa.

Um exemplo do que sai da primeira etapa

Uma nutricionista, acompanhamento de três meses a R$ 1.200, agenda quase cheia, nunca tinha dado desconto. A recomendação que saiu:

"Você tem 6 vagas e faz 4 ou 5 vendas por mês. Não falta demanda a ponto de precisar baixar preço, falta motivo pra decidir agora. Descontar aqui enche sua agenda de quem decide por preço, que é exatamente quem abandona o acompanhamento no segundo mês."

No lugar do desconto: bônus de dezembro, começando agora em vez de janeiro, e primeira parcela só em 10 de janeiro. Preço mantido.

O motivo declarado: "abro as últimas 6 vagas de dezembro pra quem quer chegar em janeiro no meio do processo, e não recomeçando pela quarta vez."

Repara no que aconteceu ali: ele desaconselhou o desconto, e explicou com o número dela. É isso que uma IA solta não faz, porque ninguém contou pra ela que capacidade quase cheia muda a resposta.

O que você leva

As dez etapas, na ordem em que as decisões acontecem de verdade. Cada uma já sabe o que você decidiu na anterior, então você nunca explica a mesma coisa duas vezes. No fim, quatro coisas na mão:

A decisão de oferta, tomada

O que vai ofertar, por quanto, com qual motivo declarado, e o que fica de fora de propósito. Com o desconto calculado pelo que você aguenta, não pelo que os outros estão fazendo.

As peças escritas

Dez anúncios, cada um com um ângulo e um público definido. A sequência de mensagens do aquecimento até quem abriu o checkout e não terminou. Os stories da abertura. O texto da página.

O checkout montado

O que oferecer junto, o que oferecer depois, e o que configurar antes de abrir, que é onde a maioria deixa dinheiro na mesa sem perceber.

O calendário dia a dia

Com as datas reais de novembro já conferidas, incluindo o feriado que cai bem no meio do aquecimento.

Tudo isso roda no ChatGPT, no Claude ou no Gemini, na sua conta. Você não assina nada novo.

O que isso vira na prática

Na segunda-feira, você abre um documento só. Ele diz o que publicar hoje, onde, com qual texto. Você copia, publica e fecha.

Em novembro, seu mês para de depender de improviso. A campanha já está decidida, então o que resta é executar, e executar é a parte fácil.

E em janeiro você não precisa vender com pressa. Que é quando a gente aceita condição que não queria aceitar, dá desconto que não queria dar, e começa o ano correndo atrás de um mês que já passou.

Pra quem isso não serve

Se você quer que alguém monte e execute por você, não é aqui. O material decide e escreve; quem grava, publica e responde continua sendo você.

E se você ainda não tem nada pra vender, também não. O kit trabalha em cima de uma oferta sua, mesmo que seja um atendimento que você já faz hoje.

Fora isso, funciona igual pra quem tem oitocentos seguidores e pra quem tem cinquenta mil. O que muda é o que ele recomenda.

Investimento

Uma campanha de Black Friday montada por quem faz isso profissionalmente custa alguns milhares de reais, e leva de uma a duas semanas indo e voltando.

A alternativa gratuita é você, num sábado, com quinze abas abertas, tentando decidir sozinho o que descontar.

R$ 97

Acesso na hora, e o material fica com você durante a campanha inteira.

Quero montar a minha

Sai do ar dia 14 de novembro, porque depois disso não dá mais tempo de executar.

Garantia

Sete dias, incondicional

Faça as duas primeiras etapas, que são as que decidem a oferta. Se você pedir o dinheiro de volta, eu devolvo, e não preciso saber o motivo. Não tem formulário, não tem pergunta, não tem tentativa de te convencer a ficar.

O risco fica comigo, que é onde ele deve ficar quando eu estou pedindo pra você confiar em algo que ainda não viu.

Três perguntas

Quanto tempo leva mesmo?

Uma sessão de umas duas horas, se você já sabe o que vende e pra quem. A parte lenta é decidir a oferta, e essa decisão você vai ter que tomar de qualquer jeito. A diferença é tomar agora, com tempo, ou em novembro, com pressa.

Serve se eu não vendo produto digital?

Serve pra quem vende conhecimento ou serviço: curso, mentoria, consultoria, acompanhamento, atendimento. A primeira etapa classifica o seu caso e as recomendações mudam a partir dali. Pra loja de produto físico com estoque, não é a ferramenta certa.

E se a IA me devolver texto genérico?

Vai acontecer em alguma etapa, e tem linha pronta pra colar quando acontecer, inclusive pra quando a resposta serviria pra qualquer negócio. As travas já barram os vícios de escrita que denunciam texto de máquina.

A Black Friday é daqui a dez semanas e meia.
A parte difícil dela acontece agora.

Quero montar a minha
Quero montar a minha